A internet se constitui uma ferramenta imprescindível para as lutas sociais contemporâneas, já que facilita as atividades, pode unir e mobilizar pessoas e entidades de diferentes localidades em prol de uma causa local ou transnacional, bem como quebrar o monopólio da emissão e divulgar informações “alternativas” sobre qualquer assunto. Sendo assim, indivíduos, movimentos e organizações fundam, a partir do uso da internet, o chamado ciberativismo, ativismo digital ou ativismo on-line.
A utilização da rede por parte desses grupos visa poder difundir informações e reivindicações sem mediação, com o objetivo de buscar apoio e mobilização para uma causa; criar espaços de discussão e mobilizar indivíduos para ações e protestos on-line e off-line.
Sandor Vegh (2003) propõe três categorias de classificação do ativismo on-line. Na primeira afirma que a internet pode funcionar como uma fonte alternativa de informações. A segunda inclui a organização e mobilização, a partir da internet, para uma determinada ação. A terceira e última categoria é formada pelas iniciativas de ação/reação; mais conhecida por “hacktivismo”, ou ativismo “hacker”.
A partir dos protestos de Seatle, os ativistas puderam contar com o Indymedia, oferecendo uma versão dos protestos diferente da oferecida pelas mídias de massa; a versão sob a ótica dos próprios participantes das manifestações. Desta forma o indymedia e, mais especificamente o Centro de Mídia Independente (CMI), ramificação brasileira da organização, se constitui em um exemplo interessante para análise do ciberativismo no Brasil. O propósito do CMI é constituir como uma fonte alternativa de informação às organizações de mídia corporativa.
Fonte: Redes e ciberativismo
